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Autismo nos EUA

O assunto dessa semana é sério e muito informativo, pois vamos falar sobre o autismo.


Muitas brasileiras vem para os Estados Unidos a procura de ajuda para os filhos com autismo, pois não conseguem encontrar profissionais qualifiquados no Brasil.


O que aqui nos Estados Unidos é considerado avançado, no Brasil ainda existe uma falta de informação muito grande sobre esse assunto fazendo com que as pessoas não saibam lidar com uma situação considerada “fora do padrão”. 


Porque procuram ajuda aqui? 



Porque aqui, o nível de informação, de treinamento e de serviços é muito alto pois é preciso que essas crianças consigam fazer parte da sociedade.


Os profissionais da área são treinados para estimular e fazer com que a criança consiga atingir o máximo do seu potencial, pois um dia os pais não estarão mais aqui e quem vai cuidar delas?


O meu marido fez Mestrado em Special Ed e PHd em Special Education pela University of Texas, que está entre as melhores do país. Ele trabalhou com uma pesquisadora que é uma rock star na área, e que recebe a maior quantia de dinheiro do governo para pesquisas no assunto autismo.


Gente, o nível das pesquisas e desempenho dos profissionais era o máximo. O governo investe muito no desenvolvimento das crianças.


Uma vez, ele comentou que eu era do Brasil para um dos professores dele que falou que foi chamado uma vez para participar de um congresso sobre autismo no Brasil e que mandou uma aluna ir no lugar dele porque o país ainda estava muito atrasado no assunto. Pura verdade, infelizmente.


Então meninas, fiz uma entrevista com uma amiga muito querida, que é de São Paulo mas agora mora no Sul da Flórida. Ela veio com a familia para procurar melhores serviços para a filha linda que é autista. 


Com essa entrevista podemos entender melhor como funcionava a vida dela no Brasil e como funciona agora nos Estados Unidos. E que não tem preço para uma mãe ver a filha se desenvolver numa sociedade em que todos são respeitados igualmente. Isso realmente não tem preço né!


Existem diversas organizações de apoio tanto para as crianças quanto para os pais o que ajuda a não sentirem perdidos.


Além disso, quem paga por todos os recursos é o governo, pois ele é obrigado a ajudar as crianças a participarem igualmente na sociedade. Já no Brasil, a família tem que gastar muito dinheiro para arcar com as despesas, causando um desgaste enorme.


Enfim, se você está se mudando para cá ou já mora aqui , procure uma organização na vizinhança em que mora e se informe.


Outro ponto muito importante é que se você suspeita que o seu filho tem autismo, não tenha medo de fazer uma avaliação. Quanto mais cedo a criança for diagnosticada, mais cedo ele tera acesso aos serviços de terapias etc.


Faça o que for melhor para o seu filho, pois aqui ele será respeitado.


No Brasil se hj em dia eu tivesse uma verba milionária por mês, não poderia prover metade do tratamento que minha filha recebe aqui na América. (Rebeca F.)

Esta foi a entrevista que eu fiz com a minha querida amiga Receba F. sobre a filha dela. 


Foto: Rebeca F. com a filha :)


Como é ser mãe de uma criança autista no Brasil e como é diferente nos EUA?


 Dois mundos totalmente diferentes, no Brasil pela falta de compreensão sobre o assunto ainda enfrentamos desafios muito complicados. Enquanto aqui nos EUA existe uma aceitação muito grande, se fala demais sobre o assunto e o apoio vem de todos os lados. 


Quando você soube que a sua filha tinha autismo no Brasil, você foi indicada para alguma organização ou pessoa para te ensinar sobre esse mundo novo?


 Levava minha filha no Brasil no maior especialista do Brasil. Ele não conseguiu diagnosticá-la sendo que todas as características estavam óbvias. O tempo todo estavamos perdidos sem saber o que ela de fato tinha.


Que tipos de terapias ou organizações a sua filha tinha acesso no Brasil?


Levamos sempre nas melhores clinicas, gastando rios de dinheiro e não víamos muito progresso... as terapias eram sem muita metodologia, não havia um plano de ação. 


Quanto custavam? Quem pagava?


Nós pagavamos, é muito caro! Cada consulta no neuro era mais de 1000 reais e cada sessão de terapia custava 200 reais.


Foi difícil encontrar profissionais treinados e capacitados?


Estavamos nos considerados “melhores profissionais do Brasil” em São Paulo e mesmo assim não conseguimos nos mover do lugar por assim dizer. Infelizmente não acho que existam esses profissionais no Brasil... posso dizer isso baseada na minha experiência.



Conta um pouco como era o seu dia a dia com a sua filha lá no Brasil.


Era levando ela de carro pra lá e pra cá o dia inteiro! Terapias e escola, muito puxado. Como não existia nenhum tipo de terapia na escola, tínhamos que fazer tudo fora.


Quantos anos ela tinha quando vocês se mudaram para os EUA?


Ela tinha 3 anos. 


Como foi o ajuste a um país novo para ela e para vocês?


Gracas a Dus como ela veio cedo, conseguimos correr atras do prejuízo. Acho que o alívio foi tão grande de ter ela diagnósticada e tratada que foi tudo muito fácil!!!


Como funcionam os serviços oferecidos aqui nos EUA?


Maravilhosamente bem, anos de experiência sobre o assunto, muita seriedade e profissionalismo envolvido.


Quais são esses serviços? Quem paga?


O Governo oferece tudo, na escola vc pode receber as terapias gratuitamente, fora a equipe do programa especial para autismo, são super preparados.


Você vê que ela esta se desenvolvendo mais aqui?

Conta como é o dia a dia da sua filha e o seu como mãe aqui?


Além de se desenvolver incrivelmente bem, ela ainda tem a chance de uma vida normal, em uma escola onde ela é aceita e tratada bem pelo o que ela é. Aqui minha filha tem chance de ter um futuro. Isso para uma mãe não tem preço.


No Brasil eu sentia que estava em um país onde minha filha não tinha espaço, não tinha chance. Isso para uma mãe é muito angustiante, não conseguia viver feliz. Aqui tenho outra vida ao lado da minha filha, tenho tranquilidade .


Alguns links que podem ajudar:





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BRASILEIRAS NOS EUA

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